Vamos deixar bem claro desde já que o intuito aqui é mostrar
que a sexualidade como a conhecemos foi algo muito limitado, e de expressão
muito medíocre. Só a simples sugestão de
que, tirando a penetração propriamente dita do pênis na vagina, que é o que se
considera a relação sexual em si, todo o resto é considerado
"Preliminares", já deixa comprovado o quanto o universo de nossa
sexualidade foi absurdamente restringido.
Não existem regras, ou mesmo padrões estabelecidos sobre o
que deve ser a relação sexual entre um homem e uma mulher, assim como também
não têm que ser consideradas regras ou padrões para o relacionamento entre duas
mulheres ou mesmo entre dois homens.
Muito embora a pornografia seja uma referência que pode ser utilizada
para nos ajudar a criar formas alternativas de como se relacionar sexualmente,
ela não deve ser seguida à risca, como se fosse uma receita de bolo, ou um
roteiro do que deve ser feito para que os amantes possam obter orgasmos.
A Verdade é que nossa sexualidade encontra-se muito centrada
na exploração dos genitais, e não consideramos que temos muita sensibilidade ao
longo de toda a extensão do nosso corpo, da nossa pele, desde a ponta dos dedos
dos pés até o topo da nossa cabeça. E a
melhor forma de explorarmos toda a extensão de nossa sensibilidade táctil é
através do uso de nossa mãos.